Portugal Inovador

portugalinovador_1600.jpg

Na último número da revista Portugal Inovador, distribuída com o Jornal Público, a Vector Mais foi uma das empresas publicadas, numa edição dedicada aos principais ‘players’ do mercado imobiliário e da construção. Deixamos aqui o artigo na integra:


O sucesso através da especialização

Inserida no Grupo Higher SGPS, a Vector Mais é a referência de mercado no que respeita à concepção e construção de espaços interiores, nos segmentos Office, Retail e Hospitality.

A respetiva fundação data de 2000, resultando da identificação de uma lacuna no mercado. Conforme nos explica o CEO, Duarte Aires, “detetou-se que não havia um empreiteiro especializado na área dos interiores”. Perante essa inexistência, verificava-se uma consequente dificuldade, sobretudo por parte das multinacionais que instalavam operações em Portugal, em encontrar empresas que lhes apresentassem e executassem um projeto global para escritórios.

Se esse era o cenário da altura, hoje já não haverá a mesma escassez. Porém, a Vector Mais acaba não só por ser “a empresa pioneira nesta atividade”, como é também um player que mantém firme o estatuto de “referência do mercado”. A direção inicial, que procurava atender o já referido nicho dos escritórios, continua a representar um foco da empresa, ao mesmo tempo que outras vertentes foram sendo exploradas. Assim, o seu trabalho quotidiano encontra-se hoje subdividido em quatro eixos fundamentais: os escritórios, o retalho, os hotéis e a comercialização de equipamentos no âmbito dos três campos anteriormente mencionados. No que respeita a este último, é representante de um conjunto de marcas internacionais e as operações daí resultantes correspondem a “uma área estruturante do volume de negócios da empresa”.

Duarte Aires não mostra hesitações quando questionado acerca daquilo que distingue a Vector Mais, apontando para dois níveis. “Um é a especialização, claramente. Esta é uma área específica e se um empreiteiro tradicional pensar fazer esta atividade vai encontrar muitas dificuldades; não terá processos, nem engenharia, nem encarregados nem fornecedores com este perfil”, considera. Ao mesmo tempo, destaca o “compromisso com o cliente”, algo que se reflete na relação de muitos anos com alguns destes parceiros: “Temos clientes com os quais, em 19 anos, já fizemos dois ou três ciclos”.

Os nomes que recorrem ao trabalho da Vector Mais são um evidente selo do que até aqui tem sido dito. Exemplificando, o nosso entrevistado indica a Microsoft, a Sanofi, a PLMJ ou a Tranquilidade enquanto clientes para os quais a empresa, neste momento, tem projetos em construção. Quanto à abrangência territorial, ainda que no segmento dos hotéis haja uma maior distribuição pelo país, a própria natureza do cliente corporate leva a que as zonas de principal incidência sejam Lisboa e, numa menor escala, o Porto.

Há nove anos, a Vector Mais resolveu abraçar a internacionalização, concretamente em Angola, onde “é também uma referência neste setor” e foi pioneira de modo semelhante ao que acontecera em Portugal.

O papel até aqui explicado encontra suporte numa equipa de 54 técnicos nas diversas especialidades inerentes, aos quais acresce uma média diária de outros 800 profissionais que, através da subcontratação, estão sob a responsabilidade diária da empresa.

Posto isto, as intenções para o futuro da Vector Mais deverão passar “pela continuação da sua atividade, pela consolidação dos objetivos comerciais e por prestar um bom serviço aos clientes”, isto na sequência de um ano de 2018 em que registou um crescimento de 9% das vendas.